DIREITO DAS PESSOAS EM PROCESSO DE LUTO

Embora deva procurar apoio dos outros durante o processo de luto não é obrigado a aceitar as respostas sem sentido de algumas pessoas. Quem está a sofrer é você, e como tal, tem alguns “direitos que não devem ser-lhe retirados.

A lista que se segue tem a finalidade de o ajudar a decidir se os outros estão ou não a ajudar. Isto não é para o encorajar a não procurar apoio dos outros, mas o ajudar a distinguir respostas saudáveis de respostas prejudiciais.

Tem o direito de sentir a sua dor individual.

Ninguém sofrerá exactamente da mesma maneira que você. Assim, quando tenta ajudar alguém, nunca tente dizer-lhe como se deve ou não sentir.

Tem o direito de falar sobre a sua dor.

Falar sobre a sua dor ajuda-o de forma saudável. Procure pessoas que estejam disponíveis para o ouvir quando e como quiser falar do seu sofrimento. Se em alguma altura não lhe apetecer falar, tem o direito de manter o silêncio.

Tem o direito de sentir uma variedade de emoções.

Confusão, desorientação, medo, culpa e alívio são apenas algumas das emoções que poderá sentir durante o seu processo de luto. Algumas pessoas poderão dizer-lhe que sentimentos como a raiva, por exemplo, são errados. Não leve esses julgamentos a sério. Tente encontrar ouvintes que não façam julgamentos.

Tem o direito de ser tolerante com os seus limites físicos e emocionais.

Os seus sentimentos de perda e tristeza poderá deixá-lo a sentir-se cansado. Respeite os sinais que o seu corpo e a sua cabeça lhe enviam. Tire um dia de descanso. Faça refeições equilibradas. E não permita que os outros lhe exijam coisas que ainda não está preparado para fazer.

Tem direito do um sentir “sobressaltos de sofrimento”

Às vezes, sem motivo, uma forte onda de sofrimento pode tomar conta de si. Isto pode fazê-lo sentir-se assustado, mas é normal e natural. Tente encontrar alguém que compreenda e o deixe expressar tudo o que sente.

Tem o direito de fazer uso do ritual.

O ritual do funeral é mais do que o reconhecimento da morte de alguém que amou. Ajuda-o a proporcionar-lhe o apoio de pessoas que se preocupam. Mais importante, o funeral é uma forma de expressar todo o seu sofrimento e perda. Se alguém lhe diz que o funeral ou qualquer outro ritual é tolo ou desnecessário, não ouça.

Tem o direito a aceitar a sua espiritualidade.

Se a fé faz parte da sua vida, expresse isso da forma que achar mais indicada para si. Permita-se estar rodeado de pessoas que compreendam e apoiem as suas crenças religiosas. Se se sentir zangado com Deus, encontre para falar alguém que não critique os seus sentimentos de dor e abandono.

Tem o direito a procurar um significado.

Pode perguntar-se, “Porquê ele ou ela faleceu? Porquê desta maneira? Porquê agora?”. Algumas das suas questões terão respostas, outras não. E assiste aos clichés que algumas pessoas lhe dão como respostas. Comentários como “Foi a vontade de Deus” ou “Pense em tudo o que tem a agradecer” não ajudam e não tem que aceitá-los.

Tem o direito de recordar as suas memórias.

As memórias são o legado mais precioso que existe após a morte de alguém que amámos. Poderá sempre recordar. Em vez de ignorar as suas memórias, encontre alguém com quem possa partilhá-las.

Tem o direito de seguir da dor para a recuperação.

A recuperação do luto não é rápida. Lembre-se, o luto é um processo, não um acontecimento. Seja paciente e tolerante consigo próprio a afaste-se das pessoas impacientes e intolerantes consigo. Nem você nem os outros que o rodeiam devem esquecer que a morte de alguém que amamos muda a nossa vida para sempre.